As perguntas cansam-me, baralham-me. Porquê? Porque é que o fizeste? Porque é que não me disseste que eu já não te bastava? Como? Como foi que conseguiste mentir-me? Como foi que me beijaste e fodeste, como foi que me sorriste enquanto me traías? Quando? Quando foi a primeira vez? Quando foi que achaste que não fazia mal, ou que eu merecia a traição, ou que nós não merecíamos a integridade? Quando foi que decidiste sozinho quebrar o acordo que em conjunto tínhamos firmado?
Estas perguntas, tantas, sempre as mesmas, atravessam-se à minha frente quando menos as espero. Quando o teu telefone te chama, quando os teus olhos me evitam ou se perdem longe, quando te procuro e não estás. Assaltam-me até quando me pões a mão dentro das tuas calças e duvido da musa da tua tesão.
É por isso.