A minha primeira vez não foi planeada. Aconteceu com um amigo de longa data com quem nunca me tinha lembrado sequer de fantasiar. De repente, tinha as suas mãos dentro das minhas calças, depois já tinha a minha boca no seu sexo, depois já o tinha a ele dentro de mim e as suas mãos cravadas na minha carne. Tinha a sua voz macia e quente a gravar nos meus ouvidos o desejo de mim, os anos passados com vontade de mim, tinha na minha boca agora a sua língua inquieta, os seus dentes brancos firmemente encostados aos meus, o seu sémen a encher-me por dentro, o meu corpo banhado no suor dourado da  vingança.
Vingança que se estendeu pela noite, quando voltei para os braços nada arrependidos de Jasão e neles me enlacei, rejuvenescida. Vingança que se tornou doce quando Jasão me fodia e eu tinha ainda o sémen de outro colado por dentro.
Amarga vingança.